sábado, 26 de março de 2011

* amor *


A cada página que discorro, seja em um livro, seja na tela de um computador, encontro algum relato sobre o amor. Fala-se em amores eternos, em paixões não correspondidas, mas, afinal o que é o amor?
Tento compreender esse sentimento, pois acredito que ele é muito mais do que pensamos ser. Particularmente, não acredito que o amor seja dependência, quando amamos queremos a pessoa amada feliz, longe ou perto, ao nosso lado ou não. Ninguém que realmente ama obriga a qualquer coisa.
Também não concordo com aquele que utiliza o amor como uma forma de prender e de prender-se, somos seres livres e, a partir do momento em que vinculamos nossa liberdade a alguém, perdemos o respeito e o amor se vai.
O amor liberta, é como se quando ultrapassássemos o estágio da paixão (que é distinto do amor) tudo ficasse mais claro, quando realmente amei sumiram todos os medos, as desconfianças. Isso porque só amamos quem admiramos, e para que haja admiração deve haver confiança, lealdade, cumplicidade.
Sempre vi o amor como um pensamento matemático, mecânico, linear. Não, o amor é humano, não é ciência, não é exato, o amor é subjetivo, é dialógico, é silencio, é olhar, é atento, é discursivo, é controverso. O amor é vida no sentido mais literal da palavra, é oxigênio, é dizer: Eu te apoio, vamos juntos!

sábado, 18 de setembro de 2010

se vai...


Parecia tudo tão real, tão nítido...
Poderia te sentir da forma mais pura, acreditava que existias. Mirava ao fundo dos teus olhos e podia perceber cada detalhe teu, cada sonho, e as expectativas que construímos juntos.
Mas não sei o que houve, sinto como se esses olhos lindos, olhos que há pouco eram únicos, hoje se unissem com os milhares da multidão e se perdessem em meio à angústia e a mágoa da difícil convivência...
Se vai a paixão, se vai o desejo, se vai a admiração...
Por fim, já não há mais espaço para o amor.
Que fazer? Acreditar que há uma chance de que tudo voltará ao normal?
Ou desistir antes que o estrago se torne maior?
Tão difícil...
Sinto-me uma derrotada pela vida, por mim... Como se no final de tudo me sentisse um pouco vilã...
Que bobagem, no mundo real não existe o bem e o mal, existem pessoas vítimas da má sorte, de si próprias, de suas atitudes, vítimas das aprendizagens (duras) da vida.
Seja como for quero mesmo é tentar encontrar a felicidade...
Em alguns momentos percebo que ela vive comigo, eu é que insisto em não enxergá-la...
Que seja assim então...
Mais fácil é não desistir, seja como for tenho a certeza de que nada nessa vida é eterno, nem mesmo o amor...

domingo, 15 de agosto de 2010

Interior

Sabe aqueles momentos em que todas as dúvidas surgem?
Para onde vou?
Quero ir pra lá?
O que busco?
Planejo certo?
É certo planejar?
Pois bem, este é o meu momento...
Já não sei mais, são tantos acontecimentos, tantas desilusões, sonhos que agora parecem distantes, enganos, incertezas que confundem minha mente a ponto de me pôr aqui, a tentar explicitar em palavras o que é impossível descrever.
Ontem tive um dia bastante conturbado, mas percebi que ele foi importante, proporcionou um momento reflexivo...
Agora estou ouvindo Luiz Marenco, acredito que a maioria das pessoas que estiverem lendo esse post se quer sabem quem é ele, mas quem é gaúcho e conhece nossas culturas certamente vai, no mínimo, sentir esse grande nome do nativismo tocar no fundo da alma. Pois bem, a música que ouço é interior, a letra é um pouco difícil pois é bastante regional, mas a essência diz muito do que sinto neste momento:

Interior


Parece que nem faz tempo, pois aperta o peito
(aqui no meu interior, onde esta dor não calma)
Que foi embora num gateado, rumando a estrada
Deixando, pra trás meu rancho, de morada e alma.

As sombras do interior são bem mais copadas
São mansas e abrigam almas de velhos amigos
Que a gente num destino incerto de se encontrar
Se perde, procurando sombras, pra um novo abrigo.

As casas, cedo ainda largam fumaças brancas
Saudosas, por verem os seus partirem assim
Que eu, sem saber da vida e perseguindo ela
Deixei nesse interior, um pouco mais de mim...

Os mates, tinham mais gosto de erva e poejo
Colhidos beirando a sangua de águas rasas
Onde deixei meus sonhos n´outra enchente partirem
Como se vai um filho "das casas".

Eu tenho pela memória, que ainda não falha
Meu tempo de ser guri e uma despedida
De cedo inventar saudades, que não conhecia,
Que hoje me fazem entender o que era vida.

Faz tempo amansei meus sonhos nesta cidade
Aqueles que viveram livres, bem iguais aos potros
Que lembro e me aperta o peito, junto ao coraçao
Onde um interior, tá com saudade de outro.

"Aonde um interior está com saudade de outro..." Explico...

sábado, 14 de agosto de 2010

Blog novo

Blog da minha turma de Pedagogia, ainda em construção, quem tiver interesse em educação passa por lá, aceitamos contribuições.

http://pedagogiauabfurg.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Decisões


Estava ontem em um momento reflexivo, precisando analisar e chegar a conclusões sobre decisões em minha vida. Há um tempo dei passos impensados que hoje custam não apenas a mim, mas a outras pessoas. Difícil é conviver com essa situação, isso porque toda a decisão que tomamos está, querendo ou não, sendo relacionada a outros seres humanos. Fico então no receio de dar mais passos impensados ou, então, tomar decisões precipitadas. Há tantas incertezas em minha mente que já nem sei mais discernir o certo do errado, o bom do ruim, o eu e o outro. Gostaria mesmo é de nunca ter chegado onde estou, não por estar insatisfeita, mas por, neste momento, não poder sair daqui. Quando chego neste ponto percebo que as coisas eram muito mais complicadas do que eu achava e que, são praticamente irreversíveis deixando marcas que ficarão cicatrizadas eternamente...

sábado, 17 de abril de 2010

Maré ruim

Não estou em uma fase boa da minha vida, ultimamente só têm acontecido coisas que me magoaram muito.
Tomei decisões erradas, evitei de agir no momento em que deveria ter feito, fui traída, humilhada, duvidaram até mesmo da minha índole, coisa que sinceramente eu não admito.
Também já não me sinto mais a mesma pessoa, estou mais seca por dentro, sinto como se as ocorrencias estivessem passando um vassoura dentro de mim, tirando as sujeiras, mas deixando arranhões que estão demorando para cicatrizar.
E as dúvidas?
Elas estão cada dia mais intensas, acho que em decorrencia dessa maré ruim no qual estou naufragando.
Por outro lado eu sei que nenhuma situação em nossa vida é eterna, tudo passa, o que não impede de sentir que esse momento pareça estar longo demais para minha capacidade.
Ainda não consegui digerir aquele sapo de dias atrás, também não consigo viver nesse marasmo que é a minha vida.
Hoje mesmo a conversa foi tensa, e praticamente todos os dias é. Não sinto mais o mesmo afeto, o mesmo desejo, nem o brilho nos olhos é igual.
É como se cada cristal que foi se formando estivesse sendo lapidado aos poucos, mas não pra transformar na obra prima, mas para terminar com a beleza que ele trazia no momento em que foi descoberto.
Estou precisando agir, mas quem me garante que essa atitude trará novos horizontes positivos? E se ele for a confirmação de um período maior nessa maré ruim?
Ah, eu nem sei...
Só sei que precisava escrever, preciso das palavras mais próximas de mim...
Elas me permitem respirar por um tempo...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

**Tacada de mestre**


Andei caminhando por estradas desconhecidas e pouco me preocupei com as armadilhas que elas poderiam carregar...
Não me importei de bater em portas alheias, de sorrir para as pessoas que naquele momento tornavam-se imagens novas em minha mente. As primeiras impressões são tão embaçadas...
Acabei fazendo análises erradas, acreditando em verdades falsas, e percebendo sorrisos incompletos, fracos, amarelos...
Estava recém iniciando meu trajeto quando um lobo, GRANDE, e muuuuuuito esperto cortou meu caminhando dizendo: -Venha por aqui, eu te ajudo, esse caminho é o melhor a seguir.
E eu, inocente, mas não com uma inocência infantil, uma inocência IDIOTA mesmo, acabei ouvindo o que aquele lobo “malvado” dizia.
O que eu não sabia era que o lobo correu na minha frente e preparou todo o território para minha chegada. Ajustou os móveis, retirou sua pele de cordeiro, manipulou a vovózinha e o caçador também.
Ah quando fui ver já era tarde, não havia mais o caçador para me salvar e a vovózinha parecia outra.
Diferente da chapeuzinho vermelho, e de todos contos de fadas que até hoje eu ouvi, esse história não teve final feliz, a protagonista foi a única prejudicada, e a festa na floresta segue, com seu coadjuvante que sempre que pode pega o papel principal.
Se não posso lamentar, e já chorei tudo o que podia, agora tenho mesmo que é rir...

Uma frase é importante ser dita aqui: Os bonzinhos são geralmente os prejudicados em primeiro momento, mas são os que mais longe conseguirão ir. Quando queremos subir rápido demais e quando usamos as pessoas como escada, esquecemos que os tombos são geralmente mais pesados e doloridos.

Acredito que lobo igual a esse nunca mais vou encontrar... (Assim espero)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Quando voltarás?


Uma claridade surge entre as folhas frenéticas em função do vento forte de transita em torno ao todo...

Sinto uma sensação de que falta algo, é como se cada rajada de vento trouxesse para mim o recado incomodo e inconveniente da insatisfação;

Ainda ontem, deitada em minha cama, olhando para o nada, pensava no quanto somos inúteis frente ao outro, e no meu caso, frente a mim.

Olhei para o lado e fiquei admirando um rosto que, por vezes transmite paz, e um amor infinito, indescritível, mas que em alguns momentos deixa dúvida, incerteza e medo.

Há um tempo resolvi dar esse passo importante em minha vida, pela primeira vez me deixei entregar ao amor de corpo e alma, e hoje sinto medo de ter feito a escolha errada.

Sou alguém que necessita da certeza, preciso de constância, necessito confiar fielmente, caso contrário cada ponta de dúvida acaba por martirizar minha mente deixando o que era doce, transmitir seu gosto amargo, deletando velhos hábitos tão intensos.

Isso tudo é um pouco complexo para mim, mas aprendi a ser assim e já não sei ser diferente, se quer escrever com clareza já não consigo, as idéias vão e voltam e eu acabo falando de tudo e de nada ao mesmo tempo.

Ainda olho pela janela e vejo a claridade que inunda minha alma, ela trás uma luz que há muito necessito dentro de mim. Quem dera eu, em algum momento, conseguir ser tão nítida quanto ela.

Só queria poder voltar a ser o que era antes, escrever como fazia antes, acho que desaprendi a fazer o que mais amo em minha vida, e isso desanima tanto, desilude tanto que parece já não ter sentido, preciso das palavras comigo, é só assim que consigo me comunicar com o mundo.

Quando voltarás?

domingo, 20 de dezembro de 2009

Ela, o caminho que retorna.



E foi assim...
Mais uma vez ela surgiu... E confundiu ainda mais minha mente...
Já tinha medo da direção pela qual havia escolhido seguir, eram medos, dúvidas, desanimos, incertezas diversas que oscilavam em minha mente a cada pensamento surgido.
Estava a garota chegando em um momento inesperado, tentei fugir, abri portas, fechei elas, pulei janelas, escolhi atalhos, mas ela não afastava-se. A cada passo que eu dava sentia a aura daquela garota unindo-se à minha.
Queria distancia, eu nunca escolhi um pouco dela, no fundo sei que foi ela quem me escolheu.
Estava com medo, olhava em volta e nada, ninguém... Apenas a sensação leve e fria da chuva que caía e tocava meu rosto levemente. Fui caíndo ao chão devido a pouca força que possuía frente ao acontecido, primeiro meu corpo tombou, depois meus sentimentos...
Era aquele o momento de escolher, ou virava ela, ou virava eu, ou virava outra em consequencia da confusão que aquele momento proporcionava.
Lutei, relutei, gritei, chorei muito e finalmente percebi que não era eu, não era ela, éramos nós...
Ela surgiu, mas surgiu de mim, somos uma e meu medo de tê-la confundiu-se com a sensação de busca, de coragem, de arriscar, aqueles sentimentos que sempre corroeram minha alma.
Ela ficou, tocou meu rosto e fitando fortemente meu olhos falou que acreditava em mim assim como todos acreditavam...
Eu precisava embutir em mim um sentimento de auto confiança que somente ela, aquela garota que havia pulado e voado para longe de mim poderia devolver. Ela voltou e hoje sinto-me completa, pronta para voar juntamente com ela, com meus medos, mas com a certeza de que todo o medo é parte do caminho para final feliz.

domingo, 22 de novembro de 2009

Luz


Quando caminhava em direção àquela luz que parecia tão forte, tão nítida, acreditava que ela pudesse clarear meus pensamentos e, enfim, dar vida às minhas escolhas.
Durante o trajeto, que não era longo, fui passando por becos, passagens que me ofereciam outros tipos e modelos de luzes, algumas mais vibrantes, outras mais fracas, algumas multicores. Vi-me tentada a segui-las, mas acabei não desviando do meu objetivo.
Até mesmo porque, convenhamos, todos necessitamos de objetivos, sejam eles quais forem. Entretanto todo objetivo, para que possa ser válido, necessita de uma justificativa.
Creio que foi esse meu erro... Tracei uma meta e, com esforço e, um pouco iludida, alcancei.
Não era nada do que imaginava e queria para mim...
Decepções, omissões, desrespeito, imparcialidade, cansaço físico, psicológico e sentimental foi o que consegui com essa persistência boba, infantil, ilusória...
Hoje temo estar sentindo a vontade de buscar outras luzes, ou apenas extrair a luz que em mim habita.
Aprendi da forma mais difícil que nem sempre a luz do fim do túnel é a luz necessária para viver e que a luz essencial é aquela que nos forma e nos transforma.

domingo, 15 de novembro de 2009

LUTO


Ah, nem acredito que isso aconteceu, mas eu perdi a minha cachorrinha...
Chorei tanto, doeu na alma como se tivesse perdido alguém da minha família, e de fato ela era. Convivia mais com ela que com meu marido poxa...
Era bebê, apesar de ser enorme, até pra brincar, devido ao "pequeno" tamanho era meio estúpida.
Ao meio dia latia pra mim lá da rua como se pedindo comida, conversava com ela todo o dia, e ela me ouvia, acreditem.
Tinha uma carinha de coitadinha e sabia como fazer para conseguir o que queria.
Eu quero ela de novo, quero meu bebê...
Está doendo tanto que parece que perdi um pedaço de mim...
Sinto-me culpada por não estar com ela nesse momento, não quero nunca mais ter algum outro animal, pois percebi que ainda não estou pronta para a perda.


CHULA, te amo lindinha, seja onde estiveres :(

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Até quando?


Sinto falta...
Falta de uma época em que os sorrisos eram sinceros, que as alegria eram mais doces, que os amores eram mais puros, que os olhares eram mais sinceros.

Hoje vejo os sorrisos mais falsos, as alegrias resumem-se a nada, os amores já sentem o poder da realidade, e a pureza se perdeu em meio a tanta vida sendo dilacerada por mortes, traições, roubos, misérias, falta de amor pelo próximo.
Até quando?
Onde iremos chegar com tudo isso?

São pessoas morrendo de fome, crianças que se perdem em meio ao crime, em meio a tiros, em meio a sangue, em meio ao desespero...

Enquanto nós estamos aqui, sentados na tranquil
idade (ou talvez nem tanta) da nossa casa, vemos crianças, pessoas, seres HUMANOS que morrem inocentemente como algo já banalizado.
E o que nós fazemos para ajudar?
Porque deixamos que o mundo acabe por de trás de um tela de tevê e ficamos sentados acreditando que esse mundo não é próximo de nós?

Porque ainda aceitamos roubos, fraudes, uso de um dinheiro que é NOSSO, em prol de homens engravatados com discursos de defensores do povo?

E que povo é ess
e?
Que pessoas somos nós?

Que direitos temos nós?
Quero que tudo isso termine, mas querer não contribu
i muito se eu não fizer com que isso ocorra...
E faremos?

Não, é com muita tristeza e vergonha que admito: NÃO!

Nada acontece quando tudo parece distante, quando tudo está enlouquecendo mas nenhuma loucura realmente habita na porta de casa.









Abaixo, um texto de Elisa Lucinda lido por Ana Carolina.


Só de Sacanagem

Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: " - Não roubarás!" " - Devolva o lápis do coleguinha!" " - Esse apontador não é seu, minha filha!" Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem! Dirão: “ - Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba.” E eu vou dizer: ”- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.” Dirão: " - É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. E eu direi: ” - Não admito! Minha esperança é imortal!” E eu repito, ouviram? IMORTAL!!! Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Enigma


Ah como eu queria poder compreender, decifrar a complexidade da vida que cada dia mais consome minha mente , meu corpo, minha paciência.

Nunca fui boa em enigmas, mas ultimamente está ficando difícil, mais que o normal. Já tentou, você que es tá lendo esse texto agora, modificar algo em você mesmo sem muitos resultados positivos? Já chegou ao ponto de dizer: -Desisto, isso é tudo o que posso fazer, agora não dá mais...

É tão cedo para desistir, mas estou tão tentada a tal que procuro mudar os ares para não fazer nada precipitadamente.

Chega um ponto em que até o ultimo dos moicanos larga sua farda e vai viver a tranquilidade da constância, aquela que só surge quando nada mais nos rodeia.

Andei tão afastada daqui, acho que é porque as coisas andavam de vento em poupa, mas como na vida nada é perfeito, cá estou eu, retornando aos lamentos de uma vida que parece nunca dar certo, mesmo quando me esforço para isso.

Talves passe por ventos mais fortes, talves apenas uma brisa me acompanhe, talves nada faça me mover, mas...

Ah, eu tento, juro que tento, mas por vezes parece que de nada adianta...

Ok, sei que ninguém é igual, mas devemos nos respeitar em nossas diferenças e apegos éticos, esta sou eu, respeito quem és, mas necessito que respeites também quem sou!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Momento especial

É uma nova fase...
Nem tenho mais o que escrever, parece que as palavras já não tem tanto poder quanto antes.
Mas estou feliz, MUITO feliz!
Há um tmepo atrás nunca pensei estar na posição em que estou hoje. E como é bom, para quem tem dúvidas, vai aqui a minha certeza!
Com o tempo as novidades vão surgindo e eu vou voltando para cá de acordo com a necessidade de expressar meus sentimentos, por enqunato nem as palavras nem o tempo têm dado trégua, mas eu volto, podem acreditar.

Vai um texto aí do Bob Marley que contribui para este momento:

"øs vєηŧøs quє αs vєzєs ŧirαм αłgø quє αмαмøs, sãø øs мєsмøs quє ŧrαzєм αłgø quє αρrєηdємøs α αмαr... ρør issø ηãø dєvємøs cЋørαr ρєłø quє ηøs føi ŧirαdø є siм, αρrєηdєr α αмαr ø quє ηøs føi dαdø.ρøis ŧudø αquiłø quє é rєαłмєηŧє ηøssø, ηuηcα sє vαi ραrα sємρrє..."

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

E eu?

Ah finalmente consegui voltar, época de Semana Farrouilha acaba ocupando todo meu mês anterior, sem contar que a faculdade não está dando trégua.
Mas graças a Deus estou aqui novamente e retorno ao meu blog com o pé direito...

E então... retornando...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

É tudo porque me orgulho de ti :)

É hoje...
Neste dia que para muitas pessoas parece comum, eu sinto a necessidade de falar tudo o que esta dentro de mim pedindo para ser exaltado.
Existem pessoas que fazem toda a diferença em nossa vida não é? São pessoas únicas, são seres humanos repletos de sentimentos bons, e que só trazem felicidade para nossa vida...
Pra mim essa pessoa se chama BEATRIZ!!!!!!!
E hoje, dia 2 de setembro, ELA,que é minha MELHOR AMIGA, esta de aniversário, e eu senti a necessidade de vir aqui falar isso para todos que passam pelo meu blog. Isso porque esse espaço existe para falar de meus sentimentos, e hoje posso dizer que estou muito mais que feliz por saber que essa pessoa tão maravilhosa esta completando mais um ano de vida.
Aaah... A Bia é pra mim um anjo sem asas, aquela pessoa que esteve sempre comigo, me amparando, aquela pessoa que estendeu a mão quando eu estava no chão, aquela que nunca deixou de crer em mim.
A bia é alma, é coração, é vida, é grito, é silêncio. A Bia é interrogação, é exclamação, é reticências...
Eu amo demais essa guria por tudo o que ela representa pra mim, por me entender, por ser minha BEST*, por ser minha irmã de coração, por existir, por tudo...
E é por isso que quero te dizer minha amiga que eu sempre estarei aqui, e que atravessarei esse oceano a nado se for preciso apenas para cuidar de ti. Apesar da distancia, apesar da saudade, apesar das inconstâncias, das duvidas, das certezas, dos medos, quero que saibas que sem tua amizade eu NADA seria. E que, como diz Sant’Ana: “E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”





Vai aí um pedacinho da musica do Barão Vermelho...

“Por você...
E aceitaria a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno..”




“PORQUE AMIZADE É UM MAOR QUE NUNCA MORRE


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ela... quando o retorno habita.


Ela havia voltado, depois de muito tempo caminhando por estradas desconhecidas. Disse-me que estava de volta para contar o desconhecido, sua viagem em busca da descoberta do seu “EU” havia terminado, e suas respostas já eram suficientes.
Fiquei sem compreender o que aqueles olhos tentavam me contar, no fundo sentia que não queria aceitar tudo o que ela falava. Após dizer o que sabia olhou em meus olhos e disse: - É hora de voar! Eu não estava preparada para tirar meus pés do chão, seria perigoso demais se o fizesse. Eu falei, insisti sobre meu medo, mas minhas palavras, meus gestos pareciam um nada diante daquela determinação.
Disse-me que eu estava presa demais, que precisa conhecer outros mundos diferentes do universo que dentro de mim habitava... Mas meu medo era maior, preferia a constância do mesmo à inconstância do provável. Aquela garota de olhos profundos, de aura sensível, de pensamentos agora concretos convidou pela última vez: - Venha comigo, você sabe voar!
Disse-lhe que não, não estava preparada. Olhou-me profundamente e deu um adeus que para sempre ficará comigo. Mais uma vez ela foi, acredito que neste momento com a certeza de que não queria ter uma chegada certa.
E hoje sei que ela foi, mas ainda é um pouco de mim, se antes ela era a dúvida agora mais do que nunca é a certeza de que eu posso e quero voar, preciso apenas aguardar o dia em que perderei o medo da altura...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

E foi assim...


Quando resolvi dar aquele passo que parecia perigoso, tudo se transformou...
Há um tempo eu havia decidido que ele seria adiado, a proposta de transformá-lo naquele exato momento era para mim perigosa demais e então pedi que o tempo deixasse minha vida ser guiada. Mas os dias haviam mudado, e tudo o que queria ago
ra era falar o que antes não deixei que falassem.
Sentia como se aquele passo fosse decidir minha vida e, decidiria sim. Olhei para aqueles olhos e falei, disse o que me afligia, o que queria, como queria e o porquê daquilo tudo.
Aquele ser dotado de sentimento, cheio de palavras esperando o momento para expressar tudo e um pouco mais, calou. Olhou-me profundamente, como se estivesse lendo cada pensamento que atormentava minha mente, sorriu ternamente e disse:
-É somente isso que quero neste momento, será maravilhoso.
Fiquei pasma, não esperava essa reação, esperava dúvida, espera medo, esperava oscilação. Mas tudo o que vi, tudo o que senti foi certeza, foi alegria, foi serenidade. Como podia? Depois de tanto tempo sem resposta, depois de tanto tempo compreendendo, aguardando pacientemente, aquele ser muito mais que humano, sou
be mais uma vez ser o que eu pensei nunca presenciar: a pessoa certa, no momento certo.
Fiquei ali, sentada. Não consegui reagir, fiquei apenas olhando para aqueles olhos que me fitavam, que me diziam coisas apenas com o brilho que exibiam. Aqueles olhos aproximaram-se de mim, falavam muito, muito mais do que as palavras poderiam explicar, eles se fecharam lentamente e eu senti o calor doce, terno e inexplicável daqueles lábios que tocavam os meus.
Quando resolvi dar aquele passo que parecia perigoso, tudo se transformou...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ela


Ela passou, eu não a vi, mas juro que senti seus passos leves tocando o chão. Era feliz, mas sua alma carregava uma aura pesada de inconstância, eu fui atrás tentando ajudá-la, tentando entendê-la. Mas ao entrar em contato sua confusão tomou conta de mim.
Já nem sabia como agir, o que falar, o que sentir. Ela confundia-me, mas não o fazia propositalmente. Vi no fundo dos olhos daquela garota o que não conseguia ver dentro de mim.
Perguntei para onde ia mas sua resposta foi vaga, olhou para os lados, parou, refletiu e seguiu como se não tivesse certeza qual caminho seguir.
Fiquei ali, parada, visualizando sua caminhada. Pensei em gritar, dizer que parasse para que eu pudesse ajudá-la, mas não o fiz. Aos poucos sua imagem foi sumindo no horizonte, e eu nunca mais pude saber quem era aquela garota, para onde ia, o que procurava...
Hoje sei que ela era muito do que sou, deve estar por ai procurando respostas tanto quanto eu. Ela foi, mas deixou aqui o que em mim ficou...
CAMINHOS...

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ele veio com passos ritmados...

E tudo foi acontecendo, reconstruindo-se... Tu te reaproximaste com aquele jeito extrovertido, interessado. Mostraste que estavas disposto a tentar mais uma vez, mesmo sendo pra ti um risco.
E eu fui e estou aprendendo a amar cada momento contigo,cada gargalhada, cada cara de ciúme, cada passo de dança que juntos nós criamos, cada beijo no meu rosto sentido, cada calor dos teus lábios extraído. Está sendo perfeito cada situação que estamos passando, porque agora sabemos a importância que elas têm.
É momento de viver o que no passado não fizemos, de sorrir a cada olhar cruzado, a cada mão que acaricia o rosto, a cada centímetro do corpo tocado.
Ah, eu estou tão FELIZ!
Porque agora eu quiz estar contigo, porque agora a vida nos deu essa nova chance que eu nem esperava ter e querer ter.
Está sendo mágico amor, e nós dois, mais do que ninguém, sabemos disso.
É tão bom te ter por perto, saber que desta vez sentimos a mesma intensidade dos momentos, a mesma sensação quando nos vemos, nos tocamos...
Agora já são outros tempos, muito mais maturidade, mas as mesmas carinhas de sempre (e que bom sinal que o tempo passou, ficmaos mais velhos mas continuamos novinhos hehe).
Temos nas mãos tudo o que é necessário para nunca chegar ao fim, apenas ir aprimorando nossos caminhos.
Eu te amo e hoje podemos viver cada minuto sem ter medo de nada, apenas com a felicidade de dar as mãos e poder ver o mesmo caminho, que de hoje em diante será percorrido e construído com responsabilidade, amor e respeito.
Para o namorado mais fofo do mundo e que está a cada dia tranformando minha vida mais colorida e com sentido.


Cristchian *-*